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Nat e Giba

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Nat e Giba

Sobre os noivos

Como é bom recordar! Conheça os detalhes da nossa caminhada até o 'agoravai'

Nossa história não é tradicional. São muitos, muitos motivos que temos para dizer isso para vocês!

Nos conhecemos na escola Narizinho, por volta do Jardim II nos cruzamos pela primeira vez na vida. Nosso primeiro 'encontro' não tem nenhuma memória, não foi amor à primeira vista e é muito provável que não tenha mudado nada nos anos seguintes.

Quando chegamos na 1a. série, aos 7 anos, temos nossas primeiras lembranças juntos. 

Nos meus primeiros diários, o nome do Giba estava sempre lá, arrancando suspiros. Já ele foi começar a me perceber dessa forma lá pelos 12, 13 anos. 

Aos 13, fizemos um passeio para a nascente do Rio Tietê e sentamos juntos no ônibus na volta. O Giba tentou me beijar e eu fingi que estava dormindo e virei a cabeça pro lado. Nasceu aí uma cor na nossa amizade.

Em nosso primeiro beijo eu tinha 16 anos e o Giba 15. Foi numa festa de aniversário de um amigo da escola, Rafael. Entrei no banheiro e ele veio atrás, cheio de atitude, decidido. Foi uma trapalhada imensa, eu me assustei, bati a cabeça no toalheiro, perguntei que raios ele estava fazendo ali com a cara na minha frente e no final dos beijamos. Como nada entre nós é tradicional, foi um beijo ruim, daqueles de bater o dente, língua pra tudo quanto é lado, cheio de nervosismo de uma paixão de adolescente acumulada por alguns anos. Digo acumulada por alguns anos porque muito antes disso a gente já se amava. Um amor lindo, amizade colorida.

A gente não se desgrudava. Nos passeios, nas aulas, nas brindadeiras. Nas aulas que tinham filme ele deitava a cabeça na minha perna e ela formigava, gangrenava, mas eu não saía dali pra não estragar aquele momento, era esse nível de encantamento. Também escrevíamos muitas cartas antes de darmos esse primeiro beijo.

Daí pra frente foi uma adolescência apaixonada. A gente se amava na mesma velocidade que se odiava. Eram idas e vindas constantes.

Quando o Giba entrou na faculdade, estávamos namorando, com aliança e tudo. Lembro que ele esqueceu meu aniversário, brigamos e nos separamos por quase 7 anos, simples assim. Entre lacunas de relacionamento nos encontrávamos e era sempre especial. A amizade sempre se manteve, batíamos altos papos e saíamos para dançar de vez enquando.

No início de 2009 Giba terminou um namoro de anos. Nesse mesmo período eu estava solteira, no auge do 'curtindo a vida adoidada'. 

Nos encontramos, conversamos, matamos saudade. Matar a saudade me fez tomar uma pílula do dia seguinte (rs).

Um dia antes da viagem de carnaval matamos a saudade de novo (vocês entenderam o que é matar a saudade, certo?! rs) e decidi comprar outra pílula do dia seguinte.

[Essa parte também é daquelas que fazem da nossa história parecer uma novela das 8]

Minutos antes de sair de casa para viagem de carnaval com minhas amigas, fui tomar a pílula do dia seguinte algo bizarro aconteceu: embalada com defeito, a caixa veio sem comprimido dentro. Mostrei para Camila, demos risada, falamos que lá em São Luís do Paraitinga a gente encontrava alguma farmácia aberta e eu tomava... Saímos correndo atrasadas.

Giba foi para Juquitiba com amigos, eu para São Luis Paraitinga com amigas.

Na volta de carnavais muito engraçados para ambos, continuamos a nos falar com frequencia. 

Fiz um teste de gravidez em Março de 2009 e foi um positivo assustador. Para mim e para ele (mais pra ele rs). 

Uma semana depois do positivo eu estava curtindo a ideia de ser mãe. O Giba ficou petrificado com a notícia, e 4 dias depois nos encontramos e ele me deu uma roupinha de bebê, que simbolizava naquele momento o 'tamo junto'. Fazia sentindo pra mim ser mãe solteira, que foi o combinado inicial. Falei pro Giba 'não quero namorar'. Aquela ideia de ficarmos juntos por causa da gravidez me apavorava.

Foi bem maluco porque em duas semanas voltamos a ser melhores amigos. O Giba vinha todo dia na minha casa e começou a fazer questão que eu frequentasse a casa dele para que a família relembrasse minha cara e aí ele pudesse contar que a gente ia ter um bebê.

Um dia no meio dessa amizade nos beijamos. Pareceu naquele momento que podíamos ser pais que ficavam às vezes (eu já falei lá em cima que nossa história não é convencional). 

No dia 25 de Abril de 2009 o Giba me pediu oficialmente em namoro.

Minha mãe adorou a ideia de ter novamente o Giba como genro. Já com a família do Giba o processo foi mais demorado, semanas depois (várias semanas depois) ele teve coragem de contar para os pais que eu estava grávida. [Giba repetia diariamente que estava cheio de coragem para contar da gravidez para a mãe dele e quando nos falávamos no final do dia ele sempre inventava alguma dor de cabeça da mãe dele que impedia que ele contasse rs].

Não foi fácil. A gente não sabia muito o timing das coisas. Eu não sabia que eu tinha que ir em eventos de família, ele não sabia quando tinha que sair da casa dele. Mas a gente tinha uma vontade imensa de fazer nosso melhor e no final, com amor, a gente sempre fazia tudo dar certo.

E em 29 de Outubro veio nossa garotinha, nosso serzinho iluminado, uma alma evoluída em forma de bebê para cuidarmos e amarmos mais que tudo. A Rafaela chegou e virou nossas vidas de ponta cabeça. Nos fez amadurecer juntos e viver uma experiência única. Foi um presente que veio para nos tornar pessoas melhores.

Durante os anos que se passaram fomos nos conhecendo ainda mais.

Essa parte do 'morar junto' e definir o lugar, jeito e rotina de cada coisa, de fazer planos no futuro e que tipo de educação temos que dar para nossa filha foram constantes da nossa relação. Brigas bestas do início, viraram paciência e cumplicidade. Um constante processo de construção interior e exterior foi feito em nossas vidas, deixando o nosso 'eu' para sermos 'nós'.  Um aprendeu a ser melhor com o outro e assim nos adminiramos e nos amamos numa sintonia única. É um amor imenso, maravilhoso, cúmplice e verdadeiro.

Diante dessa fortaleza que criamos lado a lado, tomamos a decisão de aumentar a família. Exatamente 15 dias depois dessa decisão engravidei novamente.

Em 20 de Janeiro de 2016 veio nosso meninão, nossa alegria, nossa bagunça, nosso dengo. Com ele uma sensação de missão cumprida e depois de muitos anos de insistência o Giba aceitou o meu pedido de casamento (repito, aqui absolutamente nada é tradicional).

E aqui estamos, convidando vocês para estarem presentes num momento simbólico e tão importante. Vamos celebrar toda essa história que merece uma festa estendida. 

À todos vocês, amados amigos e familiares nosso muito obrigado por estarem presentes nessa nossa história. Vocês foram chamados porque tem uma impotância única em nossa vida e nossa caminhada até aqui.